Navegando em mares nunca navegados:
O porquê do link projetos.

             

HOME

PROJETO HORMÔNIO

PROJETO PLANTAS MEDICINAIS 

TRABALHOS ACADÊMICOS

Hoje sou, ou melhor, estou Mestranda em Educação a Distância pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, e como objeto de estudo, investigo a ação de ambientes tecnológicos digitais na autonomia de alunos da 6ª / 7ª série do Ensino Fundamental para a aprendizagem de conteúdos em ciências (área da minha graduação).

A partir do curso de mestrado surgiu, evidentemente, o projeto de pesquisa intitulado "Ambientes Tecnológicos Digitais e Experiências para a Aprendizagem em Ciências: Um Caminho para a Autonomia(?)", cujo instrumento de trabalho inicial foi o AVE (Ambiente Virtual de Estudo) sobre Plantas Medicinais.  Daí, surgiu um projeto piloto(2002) com adolescentes de 6ª série e a professora de ciências e que resultou em 2003  em projetos de aprendizagem com a participação desses mesmos estudantes, dessa vez cursando a 7ª série do ensino fundamental. Nesse ínterim, as sessões aconteciam em horário extra-classe e com o acompanhamento indireto da professora de ciências...

Nasceu então, dois projetos intitulados: "Hormônio" e "Plantas Medicinais".  A curiosidade em "saber mais sobre" partiu dos próprios estudantes. Os questionamentos foram lançados pelos mesmos, considerando o interesse em levantar certezas e dúvidas sobre os assuntos em pauta, consequentemente levo-os a buscarem respostas, pesquisarem sobre esse conteúdo, encontrarem soluções para os problemas propostos.

Durante toda a construção das suas "páginas", respeitou-se suas iniciativas, tomadas de decisões e busquei orientar os aprendizes na busca desse conhecimento, explorando o máximo possível dos recursos  tecnológicos disponíveis na comunidade escolar e fora dela, tais como: livros didáticos, internet, revistas, literatura específica sobre os assuntos em pauta.

Outra atividade que acompanhou todo o processo foi a escrita do diário de bordo por cada membro da equipe, com o objetivo do estudante registrar suas impressões/emoções e suas ações realizadas após as sessões de trabalho no NTE - Núcleo de Tecnologia Digital  - Escola Cândida de Andrade Maciel (local escolhido para a realização do projeto de pesquisa).

Como a estratégia principal do meu trabalho era a aplicação da concepção pedagógica construcionista, advirto q.  vc. internauta e visitante dessas HP's poderão encontrar erros de ortografia e concordância nominal e verbal na escrita desses pequenos "cientistas". Isso poderá suscitar alguma dúvida por parte de quem visita suas home-pages, tal qual: como a orientadora do projeto e os professores dessas equipes não perceberam e não corrigiram esses diários e/ou o hipertexto desses alunos?

Digo-lhes que, como pesquisadora e como profissional que acredita na prática construtivista, procurei incentivar a busca de parcerias com os professores das diversas áreas do conhecimento, entre eles, o próprio professor de língua portuguesa,  a utilização de dicionários e discussão no grupo sobre os prováveis "deslizes" gramaticais cometidos no desenvolvimento da linguagem escrita.

Observem na sequência dos diários que um grande avanço "redacional" foi conquistado pelos aprendizes no decorrer desse semestre, sendo o mérito deles próprios, uma vez que atuaram como sujeitos ativos na busca e na construção do seu conhecimento, ou seja, eles aprenderam a "fazer fazendo".

O meu papel foi de mera parceira e orientadora dos projetos, cuja idéia brotou da própria curiosidade desses alunos, ávidos em aprenderem e fazerem-se atores principais no processo de aprendizagem.

Ultrapassar o paradigma instrucionista, onde o aprendiz é mero coadjuvante e repetidor de scriptes que nada lhe dizem respeito faz o diferencial entre aulas tradicionais e aulas mais progressista.

É só conferir o belo trabalho desses adolescentes e usar os espaços abertos do AVE (fóruns, chat, mural virtual) e/ou e-mail das equipes para  entrar em contato e manifestar as suas impressões e/ou dar sugestões a esses dois grupos de adolescentes que tiveram a coragem de inovarem e ousarem navegar por mares nunca antes navegados. E isso é só o começo de uma longa viagem. E você pode ser colaborador é só viajar conosco nessa "embarcação".

Elizabete Novaes Marques de Sá
Orientadora dos projetos Hormônio e Plantas Medicinais
e Multiplicadora de NTE da Escola Cândida de Andrade Maciel
Jaboatão, 15 de outubro de 2003.